Provavelmente você já viu a palavra hiperautomação quando pesquisou sobre as últimas tendências de tecnologia. Mas você sabe o que é? 

Esse termo surgiu em outubro de 2019, assumindo o primeiro lugar na lista Top 10 Tendências estratégicas de tecnologia do Gartner para 2020.

Entretanto, o conceito de hiperautomação também engloba outros termos da indústria. Por exemplo, a consultoria Forrester se refere ao seu significado como “automação de processos digitais”, enquanto a IDC (International Data Corporation) e outras instituições preferem a abordagem “automação inteligente de processos”.

Independentemente do que cada organização considera, a hiperautomação é um poderoso conjunto de tecnologias digitais que continuarão a transformar corporações em quase todas as indústrias. Neste artigo, vamos explorar o que é hiperautomação, as tecnologias digitais que ela engloba e os muitos benefícios que oferece.

O que é Hiperautomação?

A hiperautomação se refere ao uso de tecnologias avançadas, como a Inteligência Artificial (IA), a ML (Machine Learning, Aprendizado de Máquina) e o RPA (Robot Process Automation, Automação robótica de processos), para automatizar tarefas que antes eram feitas pelos seres humanos.

Essa tecnologia não se refere apenas às tarefas e processos que podem ser automatizados, mas também ao nível de automação. Muitas vezes é mencionada como a próxima grande fase da transformação digital.

É importante notar que a hiperautomação não se destina a substituir inteiramente os humanos. Ao invés disso, com a automação, os seres humanos são libertados de tarefas repetitivas e de baixo valor.

Em conjunto, a automação e o envolvimento humano ajudam as organizações a fornecerem experiências superiores aos clientes, reduzindo custos operacionais e aumentando a lucratividade.

Hiperautomação e os seres humanos

A capacidade de incluir humanos no processo de digitalização é um componente-chave da hiperautomação. A primeira onda de tecnologias de automação dependia, em grande parte do RPA, do uso de bots para imitar tarefas humanas repetitivas. Processos, esses, que são baseados em regras e utilizam dados estruturados para concluir ações.

Ao contrário da inteligência artificial que busca simular o intelecto humano, o RPA se concentra apenas nas ações das pessoas. Com a hiperautomação, os bots operam ao lado dos humanos para fornecer eficiência incomparável.

Usando uma combinação de tecnologias de automação, a hiperautomação pode superar algumas das limitações de abordagens que dependem de uma única ferramenta. Isso permite que as organizações ultrapassem os limites de processos individuais e automatizem quase qualquer tarefa tediosa e escalável.

A automação, no entanto, requer um planejamento e implementação cuidadosos. As companhias precisam entender como as tecnologias digitais se encaixam em seus fluxos de trabalho existentes, bem como quais funções desempenham em novos processos.

Simplesmente introduzir a robotização em um processo de negócios sem analisar o papel que ela executa ou automatizar um processo que já está quebrado, pode ter grandes consequências no nível organizacional.

Outro atributo importante para a hiperautomação é a integração. Para alcançar a escalabilidade nas operações, várias tecnologias de automação devem trabalhar em conjunto perfeitamente.

O planejamento, a implementação e a melhoria dos processos são realizados por um BPM (Business Process Management, Gerenciamento de Processos de Negócio). Por essas razões, o BPM é um componente central da hiperautomação.

Benefícios da Hiperautomação

A hiperautomação oferece muitos benefícios potencialmente ilimitados. Algumas das principais vantagens incluem:

  • Flexibilidade

Como a hiperautomação depende de uma infinidade de tecnologias de automação, as organizações podem superar os benefícios limitados de uma única tecnologia digital. Isso ajuda a alcançar escala e flexibilidade nas operações.

  • Melhor produtividade dos colaboradores

Ao automatizar tarefas demoradas, os colaboradores são capazes de fazer mais com menos recursos e realizar entregas valiosas nas organizações.

  • Integração

Com a hiperautomação, as instituições podem integrar tecnologias digitais em seus processos e sistemas legados. As partes interessadas têm melhor acesso aos dados e podem se comunicar perfeitamente com toda a organização.

  • ROI (Retorno sobre Investimento) 

A hiperautomação aumenta a receita e reduz custos. Com poderosas ferramentas e capacidades analíticas, as organizações podem otimizar a implantação de seus recursos.

  • Acelerando o trabalho complexo

A hiperautomação fornece uma rota de alta velocidade para engajar todos na transformação do negócio, apoiado pela automatização de um trabalho complexo que conta com os conhecimentos das pessoas.

As principais ferramentas da Hiperautomação

O RPA enriquecido pela IA e ML tornou-se o núcleo da tecnologia de hiperautomação. A combinação de inteligências oferece o poder e a flexibilidade para automatizar onde a automação nunca foi possível antes: processos não documentados que dependem de entradas de dados não estruturadas.

Existem várias tecnologias de robotização que compreendem a hiperautomação. Estes incluem:

  • análises avançadas;
  • Automação robótica de processos (RPA);
  • Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM);
  • Inteligência artificial (IA) e/ou Machine learning (ML).

A seguir, vamos detalhar cada um dos principais componentes da hiperautomação. Confira:

  • Automação robótica de processos (RPA)

A automação robótica de processos aproveita a tecnologia, como os bots de software, para replicar tarefas humanas repetitivas.

O RPA normalmente funciona para funções baseadas em regras, têm entradas e saídas definidas, são repetíveis e ocorrem com frequência.

Uma restrição na automação robótica de processos é que ela se limita a dados estruturados para concluir tarefas. Assim, o RPA não consegue entender o contexto ou aprender, nem pode acessar e fazer sentido de fontes de dados não estruturadas, como imagens.

  • Gerenciamento de processos de negócios (BPM)

O BPM é um dos componentes mais importantes da hiperautomação. Em muitos aspectos, é a base na qual qualquer estratégia de automação bem sucedida é construída, monitorada e melhorada. Introduzir diferentes ferramentas digitais em processos de negócios, especialmente para essas organizações novas na automação, pode ser um desafio.

As instituições devem criar fluxos de trabalho e testá-los antes de implantá-los, para evitar quebras que possam ter consequências desastrosas para seus negócios. O software de gerenciamento de processos de negócios é uma ferramenta poderosa e simples, que pode ser usada para gerenciar as estratégias e iniciativas de hiperautomação de uma organização.

  • Inteligência artificial e/ou aprendizado de máquina

A IA é um método de fazer computadores operarem de maneiras que simulam inteligência humana. As organizações usam a Inteligência Artificial para realizar tarefas específicas sem serem explicitamente programadas para fazê-lo.

Exemplos comuns de IA são assistentes virtuais como a Siri e a Alexa, e tecnologias de marketing que sugerem produtos que você pode estar interessado com base no comportamento passado.

Já o ML usa algoritmos de computador para permitir que os sistemas melhorem automaticamente ao longo do tempo. As organizações usam algoritmos supervisionados e não supervisionados para identificar padrões em dados.

Operações supervisionadas criam entradas e saídas antes de fazer previsões por conta própria. Algoritmos não supervisionados observam dados estruturados e desenvolvem insights a partir do reconhecimento de padrões.

A IA e o ML são poderosas ferramentas de automação. No entanto, implementá-los pode exigir um investimento significativo de recursos e um planejamento cuidadoso para garantir a integração com outras tecnologias e processos. Por essas razões, alcançar a hiperautomação requer a implantação estratégica de IA e ML.

  • Análises avançadas

A hiperautomação oferece às organizações poderosas ferramentas e capacidades analíticas. Ela supera as limitações de dados de confiar em uma única ferramenta de automação como o RPA.

Embora o RPA esteja limitado a dados estruturados, as tecnologias de hiperautomação podem lidar com dados estruturados e não estruturados. Isso ajuda as instituições a acessar e analisar dados que tradicionalmente são inacessíveis para obter importantes insights de nível organizacional.

A hiperautomação também pode converter dados não estruturados em dados estruturados para uso com tecnologias de RPA. Esta relação é uma ilustração de como várias ferramentas digitais trabalham juntas perfeitamente para oferecer eficiência incomparável.

Buscando a hiperautomação? A Biti9 possui as melhores soluções de RPA para o seu negócio, conte conosco para apoiá-los nessa jornada.

O que você achou de saber mais sobre a hiperautomação? Aproveite para conferir 6 erros que podem impedir a transformação digital da sua empresa.