Você já ouviu falar em RPA, ou Robotic Process Automation? Se a sua empresa precisa lidar com muitos processos repetitivos e escaláveis de forma rápida e otimizada, então este post foi feito para você.

Robotic Process Automation é uma ferramenta que atua no setor de automação cognitiva de processos, utilizando as ferramentas mais recentes de IA (Inteligência Artificial) para trazer novas soluções para o mundo corporativo.

Dessa forma, vários processos da empresa são otimizados e, com isso, a mão de obra humana em atividades repetitivas é reduzida significativamente. Assim, o capital intelectual dos seus funcionários pode ser usado em atividades mais criativas e relevantes, e o seu negócio consegue atingir o auge da transformação digital. O RPA vai mudar completamente a maneira como sua empresa interage com a tecnologia.

Ficou curioso? Então continue lendo e descubra por que o RPA pode ser a solução que você estava procurando para aumentar a produtividade e a qualidade na sua organização. Saiba como ele funciona, quais as suas vantagens e como implementá-lo no seu negócio. Confira e boa leitura!

1. O que é RPA?

O RPA (Robotic Process Automation, ou em português, Automação Robótica de Processos) é uma aplicação tecnológica que tem como finalidade automatizar processos de negócios. Com essa incrível ferramenta, uma organização pode configurar um software — ou um “robô” — que capture e interprete apps a fim de processar uma transação, manipular informações, estimular respostas e comunicar-se com os demais sistemas digitais.

A inserção da palavra “automação” no nome pode levar algumas pessoas a fazerem confusão entre o RPA e o ML (Machine Learning) e a IA (Inteligência Artificial). O RPA pode incluir essas duas tecnologias, mas é governado por entradas estruturadas e lógicas de negócios.

Sem contar que as suas regras não se desviam. Já as tecnologias Machine Learning e Inteligência Artificial podem ser treinadas para realizar julgamentos sobre entradas não estruturadas. Robotic Process Automation é o uso de robôs de software que fazem a imitação das ações humanas em sistemas computacionais, enquanto ML e IA é a simulação da inteligência humana por meio de máquinas.

O Robotic Process Automation, portanto, trata-se da nomenclatura dada às soluções de automação com a utilização de robôs ou softwares que navegam na camada de visualização dos sistemas e fazem o passo a passo dos fluxos de negócios nos sistemas, automatizando todas as atividades humanas rotineiras, como validações, cadastro, exportações e consultas, aumentando a produtividade, garantindo maior velocidade nos processos e reduzindo os erros.

O RPA tem foco nas camadas de negócios e produtos das companhias e atende variados setores de mercado. Uma grande vantagem dessa abordagem é que permite a integração de sistemas diferentes sem precisar de customização dos sistemas, uma vez que os robôs utilizam interfaces que já existem e tem um tempo de criação muito mais curto do que qualquer customização, e o melhor: o ROI (Retorno sobre Investimento) pode ser conseguido em menos de seis meses.

O RPA é, sem dúvida alguma, uma ferramenta imprescindível na transformação digital das corporações, afinal, agiliza a digitalização dos processos, deslocando o que é analógico e operado por seres humanos em telas de sistemas por robôs realizando integrações entre sistemas.

2. Como o RPA funciona?

Como o próprio nome já diz, a tecnologia do RPA envolve a automação de processos de robótica. Trata-se de um software robô que trafega na camada de visualização dos sistemas, replicando as ações do usuário e interagindo com diversas atividades feitas na operação.

Em outras palavras, o Robotic Process Automation é a técnica de automatizar as tarefas volumosas e repetitivas que integram os processos de negócios. Boa parte dos processos de emissão de nota fiscal e pagamento, por exemplo, são passíveis de automação.

É por isso mesmo que o RPA é cada vez mais procurado pelas empresas. Uma pesquisa da HFS Research feita com organizações de todo o mundo apontou a tecnologia como o principal interesse dos setores de TI dessas companhias.

Entre as áreas de negócio que mais estão investindo na solução, há destaque para as de Cliente e Suporte (33%), Vendas (27%), Abastecimento e Logística (22%) e Processamento de Pedidos (21%).

Outro dado relevante é que 43% dos vice-presidentes participantes da pesquisa pretendem investir significativamente em RPA. Por enquanto, as indústrias que mais investem no conceito são as de Alta Tecnologia (53%) e Serviços Financeiros (44%).

Outro levantamento, agora da Forrester Research, estima que o Robotic Process Automation movimentará cerca de US$ 2,9 bilhões em 2021 — um grande salto em relação a 2016, quando atingiu US$ 250 milhões.

O princípio do RPA é o uso de robôs, que tratam-se de algoritmos capazes de executar atividades que, em um primeiro momento, acabam repetindo ações humanas, imitando as interações que os usuários realizam ao trabalharem com sistemas. Podendo avançar para algoritmos cognitivos, que imitam o julgamento humano, fazendo uso de machine learning, tomando decisões e subindo mais um degrau progressivo, aumentando a inteligência humana, ao utilizar Inteligência artificial.

Na entrada de informações automática, em sistemas de automação convencionais, é necessário que um colaborador insira os dados no sistema em algum momento. No Robotic Process Automation, o próprio robô fica com a responsabilidade de coletar as informações e trabalhá-las.

Já na integração de multissistemas, qualquer plataforma (CRMs, ERPs, CRMs, sistemas de gestão financeira) pode ser automatizada. Até porque o RPA não funciona atuando diretamente no código de tais aplicações, ele age imitando os comandos que uma pessoa faria em um sistema digital.

Na qualidade e validação de dados, enquanto está realizando as suas funções, ele pode também estruturar as informações transacionadas e fazer uma análise da qualidade dos seus dados e, depois, produzir um relatório capaz de disponibilizar um panorama do que está ocorrendo na sua empresa.

3. Qual a importância do RPA para as empresas?

Um excelente RPA pode atuar diretamente na redução de erros humanos nos processos repetitivos e na redução de custos da empresa a partir da padronização e da automação desse tipo de execução.

Outro ponto fundamental da aplicação de um Robotic Process Automation em um cenário de um sistema legado em uma grande corporação é a famosa “colcha de retalhos”. Para um sistema desenvolvido em 2000, por exemplo, a tecnologia de software não é semelhante a da tecnologia atual.

Durante esse período, foram sendo integradas novas tecnologias ao sistema inicial criando uma grande colcha de retalhos e afetando a produtividade de modo geral. E o RPA chega justamente para fazer a substituição desses sistemas complexos e para automatizar aquelas atividades manuais que acabam surgindo pela falta de comunicação entre os sistemas.

Outra vantagem de um RPA é um desenvolvimento bem mais em conta, afinal, não necessita de adaptações ou modificações entre esses sistemas. A redução do tempo entre as tarefas e a escalabilidade também são vantagens relevantes para que se use uma solução de RPA.

Novos cenários possibilitaram uma maior geração de informações pelas empresas. Todos os dias, há um grande volume de dados que devem ser analisados pelas empresas: informações de compras com fornecedores, prospecção de clientes, vendas de produtos e serviços, gastos, orçamento disponível etc. Estamos vivendo em uma era da informação e as empresas que não souberem lidar com isso certamente encontrarão grandes problemas a longo prazo.

É uma questão de sobrevivência, e não mais de diferencial. Os negócios que não começarem a aderir a essa tendência com toda certeza vão ficar para trás e fechar mais rapidamente, sendo ultrapassados pela concorrência.

Outro ponto é que a automação ajuda a identificar falhas de forma muito rápida, diferentemente do que ocorre em processos humanos. Geralmente o registro de um número feito de modo errado por um profissional pode ser prejudicial para toda a análise, exigindo, assim, um grande esforço para identificação do problema. Enquanto a partir da automação, isso é realizado imediatamente, pacificando esse tipo de problema.

A automação também é fundamental para maximizar a eficiência das empresas, permitindo a escalabilidade do negócio. Por exemplo, se existem processos repetitivos que seus colaboradores realizam, o que acha de direcioná-los para questões mais analíticas, deixando que os sistemas próprios automatizados façam a atividade? Isso acaba reduzindo muito os custos nos processos, o tempo de operação e, claro, assegura que os esforços sejam mais bem direcionados dentro da estrutura corporativa.

Menores custos e maior eficiência implicam, consequentemente, em grandes oportunidades de crescimento. Se seu modelo de negócio for escalável, a partir da automação, você pode agilizar o processo de crescimento, garantindo o aporte necessário para atingir esse objetivo.

4. Quais as principais ferramentas de RPA?

Há diversos motivos para utilizar as ferramentas de RPA, mas o principal é que as empresas podem economizar recursos e tempo, liberando seus colaboradores para realizar atividades mais críticas e mais estratégicas para os negócios.

A automação está se tornando cada vez mais um fator essencial da transformação digital e o software RPA tem a incrível capacidade de simplificar a automação de processos para organizações. Ao implantar bots para fazer as tarefas de forma rápida, as empresas podem priorizar a implantação de projetos e atividades que demandam poder do cérebro humano.

O software RPA é mais relevante para as atividades demoradas e manuais, como entrada de dados, que podem exigir muitos cliques e várias horas para um funcionário humano concluir. Os bots implantados em ferramentas RPA podem realizar essas atividades demoradas e trabalhosas em uma fração do tempo, quando se compara aos humanos. Isso economiza muito tempo dos colaboradores e poupa recursos da empresa ao não ter que pagar pelo trabalho humano.

A partir dessa descrição do funcionamento do RPA, podemos deduzir que há três tipos principais de ferramentas. Veja quais são elas a seguir:

  • soluções de autoaprendizagem: fazendo uso de dados histórico e atuais, tais ferramentas monitoram as tarefas dos colaboradores para compreender as tarefas concluídas e para começá-las após terem alcançado um nível de confiança considerável para concluir o processo;
  • robôs de RPA programáveis: os programadores, nesse caso, precisam compreender e codificar um conjunto de regras que administram o funcionamento do RPA;
  • automação cognitiva: as soluções de automação inteligente ou automação cognitiva lidam com dados desestruturados e estruturados e aprendem de maneira similar ao ser humano.

Antes de continuar, é preciso fazer uma pausa para deixar bem claro o que são dados estruturados e dados não estruturados, pois assim, se você não estiver familiarizado com esses termos não vai ter o entendimento prejudicado.

Pois bem, de modo bem simplificado, os dados estruturados são os dados fáceis de organizar e que acabam identificando alguma característica específica. Clientes adimplentes são bons exemplos. Uma lista de clientes que estão com os seus pagamentos em dia trata-se de um dado facilmente identificável e objetivo. Quanto aos dados não estruturados, esses são de difícil identificação e muito mais subjetivos.

Podemos dizer que, em uma pesquisa de satisfação, você tenha reservado um local para as observações, ou seja, um campo livre no qual o cliente pode responder o que quiser. Ele pode contar uma história, escrever que não está feliz porque quebrou o pé ao visitar a organização ou informar um detalhe bem complexo de relacionar de maneira mais objetiva.

Para que esse dado seja processado, é preciso classificá-lo de alguma forma, como: infeliz por motivo acidental. Pois bem, a partir das descrições das ferramentas, é certo que as soluções mais atraentes são as de automação cognitiva.

5. Quais as perspectivas do uso do RPA?

É importante destacar que os robôs acabam substituindo a prática da terceirização. Aqui no Brasil, essa prática passou a ser usada com força nos anos 90 e, nos dias de hoje, ainda é motivo de discussão quando o assunto é abordado, especialmente do ponto de vista trabalhista.

Independentemente dos diferentes argumentos, muitas empresas utilizaram desse recurso, na maior parte dos casos para reduzir custos. Vários problemas podem surgir dessa prática. Além dos trabalhistas, podemos citar a redução do controle sobre a operação e a falta de integração entre equipes que são os mais comuns. Pois, então, o RPA soluciona todas essas questões a um custo bem menor.

Portanto, embora algumas organizações ainda possam ser competitivas sem o RPA, isso não é algo que vai acontecer por muito mais tempo. É o mesmo que tentar explorar minérios com enxadas e pás. Para ressaltar que a crescente incorporação de utilização dos robôs em processos é completamente irreversível, trouxemos a você alguns números sobre o uso da ferramenta.

De acordo com pesquisa, o mercado global de serviços e software da RPA alcançou US$ 271 milhões no ano de 2016 e certamente vai crescer para US$ 1,2 bilhão no ano de 2021. Um aumento que representa uma taxa de crescimento de 36% por ano.

O mercado de serviços diretos inclui serviços de consultoria e de implementação em RPA, deixando de lado os serviços operacionais mais amplos, o que indica um crescimento ainda mais representativo com a evolução da tecnologia empregada.

É claro que o retorno de investimento sobre essas iniciativas é bastante relevante e pode ser visto em alguns exemplos. Podemos citar o caso do Xchanging, fornecedor de serviços terceirizados. Uma empresa que conquistou, com a automatização de processos, uma redução de custos entre 11% e 30%. Seus profissionais recebiam dados não estruturados de seus consumidores que eram processados ​​de forma manual. Por meio da automação, os processos que demoravam meses passaram a ser finalizados em questão de minutos.

6. Quais as previsões para o futuro do RPA?

É bastante provável que o Robotic Process Automation avance em três estágios de inovação. A primeira etapa baseia-se em lidar com dados estruturados e regras estáticas, com atividades como validação e a entrada de dados sendo automatizadas.

O segundo estágio resulta em formas específicas de uso de recursos para processamento de linguagem e demais atividades, como automação de processos e análise de conteúdo. Já a terceira etapa constitui-se de processamento de capacidades cognitivas e de processamento avançado de linguagem. Trata-se de sistemas RPA que podem tomar decisões.

A maior parte das soluções de RPA que existem hoje lida com dados estruturados. No que se refere a dados de texto não estruturados, o Robotic Process Automation ainda não foi explorado. Por essa razão, esse é um campo que tende a crescer com os avanços tecnológicos.

Ou seja, as soluções de RPA que existem hoje são totalmente “baseadas em ação”. A tendência é que passem de modo bem rápido para o estágio de pensar. Isso implica em compreender contextos, considerando variáveis presentes no fluxo de trabalho em que as ações acontecem.

Cenários nos quais o julgamento e o conhecimento contextual são necessários, como no gerenciamento de processos e resolução de queixas de clientes, envolvendo exceções consideráveis e dados não estruturados, são uma verdadeira promessa para o futuro.

Nos casos em que acontecem envio de e-mails, bate-papos e que podem ser respondidos por agentes via chat em tempo real, o RPA tem sido ainda aplicado de modo mais conservador. Isso ocorre pela ocorrência de dados não estruturados.

Cada interação deve ser identificada em uma categoria particular, como entregas atrasadas, itens em falta, mudanças de endereço do cliente, cancelamentos de compra etc. Para cada problema específico, existe uma sequência de ações equivalentes.

A utilização de robôs mais inteligentes que sejam capazes de processar esse tipo de dados já é totalmente possível. No entanto, algumas limitações acabam impedindo que essa solução seja aplicada em uma escala maior. Como essas limitações são mais de natureza operacional e cultural, certamente serão superadas em curto espaço de tempo.

7. Quais as melhorias em relação ao cliente o RPA pode gerar?

O atendimento ao cliente é um setor da empresa que pode ser muito favorecido com o RPA. Com a possibilidade de oferecer soluções para problemas corriqueiros que acontecem com serviços, tecnologia e processos, as centrais de atendimento podem conseguir um serviço bem melhor ao cliente, maior eficiência e uma rentabilidade maior com a utilização do RPA.

A automação dos processos não se trata somente de uma forma mais fácil e prática de trabalhar com atividades repetitivas e maçantes. O RPA proporciona vantagens generalizadas para clientes, que vão elevar os graus de serviço. Robôs RPA recebem treinamento para que possam colocar em prática todas as tarefas.

Antes de tudo, o RPA proporciona uma experiência melhor para o consumidor quase que sem a presença de falhas. O cliente pode fazer a ligação e ter dados de contato ou notas atualizadas logo depois da conversa.

Nesse meio tempo, o atendente tem um bom tempo para transmitir novamente os dados e dar uma resposta às urgências do consumidor. Tal eficiência possibilita que a empresa cuide de mais clientes em um tempo bem curto.

Depois, o RPA possibilita que os agentes integrem informações para atualizar os sistemas por apenas uma entrada. Ao conceder a integração de informações sem tempo real e automatizar processos, todas as interações são aperfeiçoadas. Atividades adicionais que o RPA pode automatizar são:

  • envio de notificações;
  • encerramento de contas falsas;
  • preparação de pedidos;
  • perfis atualizados de consumidores.

Eles, contudo, são apenas alguns exemplos do que pode ser concedido aos sistemas executados pela tecnologia RPA.

8. Quais as vantagens do uso do RPA nas empresas?

Um estudo realizado pela Accenture apontou, recentemente, que a aplicação do RPA pode reduzir em até 80% o tempo dedicado pela empresa na realização de atividades antes executadas manualmente. Mas, para que o investimento na tecnologia se justifique, essas tarefas a serem automatizadas devem ser repetíveis, escaláveis e em grande volume.

Quando integrado à Computação Cognitiva e à Inteligência Artificial, o RPA faz com que a prestação de serviços fique muito mais ágil, eficiente e produtiva, reduzindo de maneira considerável os custos operacionais.

Isso significa que, se o seu negócio exige uma carga de pessoas muito grande e diversos turnos para resolver um processo repetitivo, o Robotic Process Automation pode assumir essa função e impedir que você assuma alguns riscos trabalhistas.

Outro ponto importante é a produtividade da tecnologia, já que a capacidade de processamento de um robô é, pelo menos, três vezes maior que a de um ser humano. Além disso, a solução tem ferramentas e controles que guardam e auditam as informações de cada etapa do processo, permitindo entender posteriormente quais as decisões tomadas em situações de exceção.

Ao controlar e quantificar cada execução realizada, também fica simples comparar os gastos antes e depois da aplicação do RPA, facilitando o cálculo do retorno sobre o investimento.

Veja, a seguir, os principais benefícios de utilizar RPA na sua empresa!

8.1. Diminuição de erros

Por ser um método automatizado, todos os possíveis erros humanos no processamento de informações são eliminados: o robô não tem erros de recebimento, leitura, entendimento, digitação ou esquecimento. Não bastasse isso, ele é capaz de executar essas tarefas operacionais sem interrupção, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Sabe-se que o erro é peculiar do ser humano, afinal, não somos instrumentos programados para realizar uma atividade de forma repetitiva sem errar. Mas pode ter certeza de que os sistemas em Robotic Process Automation são. A recomendação dos robôs é diretamente para esse fim e, por esse motivo, foram projetados para que possam trabalhar com total eficiência e precisão.

Essa realidade reduz as chances de erros no processo, sendo de grande auxílio na criação de uma produção mais eficiente e independente quando comparada à convencional. A redução de falhas acaba contribuindo para tornar a imagem do seu negócio mais forte e também para a questão financeira, uma vez que erros normalmente são ligados a prejuízos.

8.2. Otimização de processos

O serviço controlado e programado por robôs também ajuda a deixar os procedimentos mais eficazes, agilizando produções e atendimentos. Sem contar que o ambiente passa a ser muito mais eficiente e produtivo.

Já que o RPA é totalmente autossustentável, os robôs acabam aumentando os seus repertórios ao longo do processo. Isso certamente gera mais confiança no trabalho e uma melhoria contínua. Torna-se mais prático destinar os colaboradores para outras tarefas que demandam mais atenção humana e personalização.

8.3. Redução de custos

Ao designar as questões operacionais para os algoritmos, é possível fazer uma realocação de colaboradores que vão exercer outras atividades igualmente relevantes, eliminando custos. A redução no tempo de realização das atividades também acaba potencializando a produtividade, o que representa um melhor custo-benefício no final do processo.

Além disso, é importante mencionar que o custo de automatização de um processo via RPA, por ser muito mais rápido de implantar, é bem mais baixo do que o de outras alternativas. Sem contar que, por acessar diretamente a interface visual dos sistemas, o RPA acaba evitando gastos com integração de sistemas, que são uma parte importante em um projeto de automatização.

8.4. Aumento da satisfação dos clientes

Implementar RPA em processos de negócio acaba reduzindo à metade a carga administrativa, o que melhora significativamente o atendimento e, consequentemente, a satisfação dos clientes.

As soluções de RPA entregam ao consumidor uma experiência de uso bem mais agradável e eficaz, já que reduzem consideravelmente os esforços para realização das atividades dos profissionais elevando sua autoestima.

8.5. Profissionais mais focados no que interessa

Ao ter atividades rotineiras feitas pelo software “robô”, os profissionais vão ter a oportunidade de se dedicar a tarefas que importam em suas funções, ou seja, aquelas que demandam mais habilidades pessoais e que exigem muito de seu intelecto. Tarefas que requerem inovação, criatividade e que vão ter grande impacto sobre seus negócios.

8.6. Comunicação melhorada

O RPA, como você já sabe, pode ser usado para fazer o gerenciamento da comunicação e das interações com os clientes. O RPA é fundamental para controlar o calendário de contatos do consumidor, apresentando lembretes assim que for o momento de os profissionais acompanharem determinado processo ou avisando-os se alguma pessoa fizer alguma lamentação.

O RPA também pode fazer o envio de mensagens automatizadas ao público sobre, promoções de produtos ou novos serviços, por exemplo. Níveis aperfeiçoados de comunicação acabam promovendo uma compreensão maior dos clientes.

8.7. Redução do TMA

O Tempo Médio de Atendimento é muito importante, e o RPA ajuda a reduzi-lo nas empresas. O tempo necessário para solucionar os problemas de um cliente é fundamental para a gestão do atendimento. Entregar serviços em um tempo considerável é de extrema relevância. Com o uso do RPA, as atividades que geralmente seriam feitas por uma pessoa são realizadas a partir da automação com muito mais rapidez, além disso, os consumidores são contatados com mais eficácia.

O RPA pode ainda auxiliar o colaborador no trabalho com uma grande quantidade de solicitações e com atrasos atuais. Seu uso vai aumentar consideravelmente a produtividade do time de atendentes, permitindo que todos se concentrem no que interessa: o cliente.

9. Como o RPA ajuda na transformação digital da empresa?

Quando uma empresa tem um processo repetitivo já desenhado, estruturado e em pleno funcionamento, a tecnologia do Robotic Process Automation é capaz de aprender as situações automaticamente, já que utiliza Inteligência Artificial e Deep Learning.

Assim, a padronização de serviços repetitivos é feita com muita qualidade e a mão de obra humana dedicada a essas tarefas é brutalmente reduzida, liberando o capital intelectual dos seus colaboradores para atribuições muito mais nobres e criativas.

Quando reduzem o tempo gasto em tarefas repetitivas e manuais, as pessoas passam a focar sua atenção às atividades em que realmente podem aplicar o seu talento e conhecimento, gerando muito mais valor para a organização.

Com isso, fica claro que o RPA é um aliado no ganho de produtividade — e não um vilão que vai cortar empregos ou dar ainda mais trabalho. Com ele, sua empresa atinge o ápice da transformação digital e muda radicalmente a maneira como ela interage com a tecnologia.

10. Como implementar o Robotic Process Automation?

Conforme explicamos anteriormente, a base do RPA é entender o processo de trabalho e assumir todas as atividades repetitivas que não demandam inteligência humana. Seu grande objetivo é ser simples, trabalhando em um processo que dê rápido retorno à empresa e elimine toda a força de trabalho desnecessária.

Ao procurar um fornecedor da tecnologia, sua empresa passará por um mapeamento para identificar as atividades passíveis de serem automatizadas. Esse trabalho de orientação ao cliente é o grande diferencial de um prestador de serviços de confiança. Feito isso, o processo de implementação começa pela aprendizagem do robô, que precisa aprender todas as regras e o trabalho que deverá executar. Nesse processo, o fornecedor vai desenvolvendo cada uma das ações.

Imagine o robô como uma criança que está aprendendo a colocar o cadarço no sapato e a amarrar pela primeira vez. Ele precisa aprender primeiro a colocar o sapato. Depois, a puxar o cadarço, em seguida a amarrá-lo e, por fim, fazer o laço. O processo é gradativo e validado em etapas.

Uma vez implementado, há ainda um acompanhamento do RPA. Como qualquer serviço contratado, sua empresa receberá as ferramentas necessárias para o início das atividades. Em geral, sua empresa paga pelo software robô, pelo servidor e depois pelo serviço de manutenção. É possível, ainda, contratar o robô por horas de execução — e não necessariamente toda a estrutura.

Assim, o funcionamento do serviço acontece quase como na lógica do SaaS (Software as a Service): o robô é colocado na nuvem e você solicita o seu uso de acordo com as necessidades da sua empresa. Muito prático, não?

Percebeu agora como o Robotic Process Automation pode contribuir significativamente para a sua empresa atingir um novo patamar? Se você ficou interessado e deseja receber mais informações sobre o assunto, entre agora mesmo em contato com a gente. Teremos o maior prazer em ajudar. Até o próximo artigo!

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